O que é “Terapia Cognitivo-Comportamental”?

Featured imageA Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das poucas linhas da Psicologia que tem a eficácia cientificamente comprovada para diversos transtornos psicológicos. Por isso, tem sido cada vez mais procurada por pacientes e recomendada por profissionais de diversas áreas.

Como ela funciona?

A TCC é mais breve do que a maioria das terapias e é focada no presente. Isso não significa que falar do passado é proibido – pelo contrário – mas que privilegiamos a solução dos problemas atuais do paciente. Além disso, é uma terapia estruturada: estabelecemos metas, traçamos um plano de ação e definimos tarefas – tudo em conjunto com o paciente. Ah, claro! Porque a TCC é uma terapia colaborativa. Não, não tem solução mágica – você vai precisar arregaçar suas mangas e trabalhar comigo! 🙂

Tá, mas me explica esse nome…

Costumo brincar com meus pacientes que a TCC tem um nome complicado, pra explicar algo simples. O termo “cognitivo” refere-se aos seus pensamentos e “comportamental”… Sim, claro: a comportamentos! Essa teoria trabalha com a ideia de que nossos pensamentos são responsáveis pelas emoções que sentimos e, por sua vez, essas emoções geram os nossos comportamentos.

 Pensamento ➜ Emoção ➜ Comportamento

A maioria das pessoas procura a terapia quando algum comportamento seu está atrapalhando a sua vida. Ela pode estar incomodada por estar comendo demais, por brigas com um familiar, por não conseguir sair de casa… Todos esses comportamentos têm por trás uma crença, um pensamento. E, se o comportamento está desajustado, é porque esse pensamento está inadequado.

É aí que a TCC entra.

Ela ajuda as pessoas a identificarem esses pensamentos inadequados e a modificá-los, a fim de se sentirem melhor e alcançarem comportamentos mais funcionais. Como disse antes, a ênfase é resolver um problema e gerar mudança de comportamento.

Quer um exemplo?

Ana pensa “minha vida não tem solução”. Fica triste, ansiosa, e “ataca” a geladeira. O terapeuta de Ana irá ajudá-la a questionar esse seu pensamento: Será mesmo que sua vida não tem solução? Quais as provas reais que Ana tem, de que esse pensamento é verdadeiro? Se, juntos, eles encontrarem uma única possibilidade de melhorar a vida da moça, então está provado que seu pensamento não é realista – e precisa ser modificado. Quando Ana substituir esse pensamento por “minha vida pode ter solução”, ela ficará menos triste e ansiosa e, consequentemente, terá menos vontade de comer. É claro que, a partir daí, traçaremos objetivos para que Ana efetivamente melhore a sua vida.

Este é apenas um exemplo, mas podemos trabalhar em muitas frentes. Desde depressão até problemas conjugais, passando pelos citados transtornos alimentares, ataques de pânico, problemas de autoestima e muitos outros.

Espero que tenha conseguido mostrar pra vocês, de forma clara e objetiva, um pouquinho dessa abordagem que tanto me encanta. Deixem suas dúvidas e comentários!

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